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Entenda sobre a síndrome do coração partido

por Lud Hayashi
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Estresse emocional acentuado pode provocar sintomas muito semelhantes ao do infarto, como dor no peito, falta de ar, cansaço, tontura e náuseas. “Trata-se da síndrome do coração partido, que pode afetar qualquer pessoa, sendo mais recorrente em mulheres com idade superior a 40 anos”, explica o médico José Francisco Kerr Saraiva, presidente da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo).
O cardiologista salienta serem muitas as causas que podem provocar a síndrome, como a morte de uma pessoa querida, separação conjugal, dificuldades profissionais e financeiras e perda de emprego, descoberta de uma doença grave ou problemas que envolvam os filhos. “O mundo atual, especialmente em países como o Brasil, atingidos por crises político-econômicas, desemprego e criminalidade, apresenta um ambiente de forte pressão sobre os indivíduos”, observa Saraiva.

Embora diagnosticada como doença provocada por razões psicoemocionais, a síndrome do coração partido pode causar disfunções nas contrações dos ventrículos do coração, gerando sintomas iguais ao do infarto do miocárdio. Por isso, exige tratamento médico adequado, muitas vezes com a participação não só do cardiologista, como também de psiquiatra e/ou psicólogo. É uma disfunção cardíaca transitória, mas precisa ser tratada com eficiência, evitando-se complicações.

A prevenção é a melhor forma de combate ao problema. O médico indica a realização de exercícios físicos, especialmente em grupos, pois a atividade associada à sociabilização proporciona momentos de descontração e psicologicamente positivos. “Atividade física é sempre adequada e necessária para todos como prevenção às doenças cardiovasculares em geral; para aqueles que estejam submetidos a estresse emocional, é ainda mais importante, podendo evitar a síndrome do coração partido, um mal de nosso tempo”, conclui.

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