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O que são e como reconhecer os alimentos ultraprocessados

por Lud Hayashi

Muito além dos hambúrgueres de caixinha, dos pacotes de salgadinhos ou dos sucos em pó, os alimentos ultraprocessados lotam as gôndolas dos supermercados e chamam a atenção da população pela propaganda massiva e, principalmente, por serem mais baratos que os produtos in natura ou minimamente processados.

É importante destacar que até produtos considerados saudáveis, como pães integrais, iogurtes e sucos, podem ser classificados como ultraprocessados.

A recomendação do Guia Alimentar para a População Brasileira, documento do Ministério da Saúde, é que esse tipo de alimento não seja consumido, já que é altamente prejudicial à saúde.

“São ricos em gorduras ou açúcares e, muitas vezes, simultaneamente ricos em gorduras e açúcares. É comum que apresentem alto teor de sódio, por conta da adição de grandes quantidades de sal, necessárias para estender a duração dos produtos e intensificar o sabor, ou mesmo para encobrir sabores indesejáveis oriundos de aditivos ou de substâncias geradas pelas técnicas envolvidas no ultraprocessamento”, descreve o manual.

A pesquisadora do Nupens/USP (Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo) Ana Paula Bortoletto ensina a reconhecer os produtos.

A indústria usa inúmeros aditivos que podem estar discriminados na lista de ingredientes, como xarope de glicoseextrato de proteínaemulsificantecoranteadoçantegordura hidrogenadaaromatizantes amido modificado.

A função desses aditivos é mascarar o sabor da industrialização. “Costumamos chamar os aditivos alimentares que mudam a característica dos alimentos de aditivos alimentares cosméticos, pois é como se fossem uma maquiagem mesmo”, alerta Ana Paula.

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